uma morte dos tempos

16 agosto, 2008 at 10:16 pm 2 comentários

1.

de belga sou pedaço.
e espanhol, índio mostardo.
inácios me baixaram barranco,
joaquinas me trouxeram húmus.
meu cerrado do olho
vasta gados,
uns lençóis de linho em cada mão.
pinicos foram hino
lavrado.
— meu sobrenome cavalo, um mar de feras.

2.

quando baixa a carabina
de palavras, fico solto das noites.
chapéu é forma de dizer sobrâncias do conhecido.
não me saberem pode ser defesa.
– sombras são defesas da morte. –
vó e mãe contaram-me um gado urucuia
de olhar torto e saudades: tudo morto.
os garimpos do avô trouxeram pedras
que ainda piso.
quando sou pedra e argila?
— esgares de rio no meu olho.

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amplidão poesia

2 Comentários Add your own

  • 1. meg  |  20 agosto, 2008 às 8:29 pm

    Romério

    quando baixa a carabina
    de palavras, fico solto das noites

    …- sombras são defesas da morte.->/b>

    Serão mesmo?

    Beijo
    meg

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  20 agosto, 2008 às 10:57 pm

    são,meg.no sertão é assim.
    um beijo.
    romério

    Responder

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