(farpas do vento não contêm as noites)

12 agosto, 2008 at 10:10 am 4 comentários

duelo enfastiado, tão poesia
sem rumo dos corpos que se atrelam
ao vento seco, à dura memória do cerrado.
mais ver o lastro da carne, pisoteio
de facões arruelados, sangue vertente
de guelas.
— farpas do vento não contêm as noites. —
cada corpo, bambu, se lambe
de terra, ao saber que o outro se aproxima.

sol recolhe carnes, ossos, telhas lambidas
da absurda imagem.

(farpas do vento não contêm as noites)

Anúncios

Entry filed under: Matéria Bruta.

(reticências) nos corpos, a noite

4 Comentários Add your own

  • 1. Moacy  |  12 agosto, 2008 às 11:56 am

    Oi, há mais um poema seu no Balaio. Abraços.

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  12 agosto, 2008 às 12:06 pm

    moacy:
    muito obrigado.um abraço.
    romério

    Responder
  • 3. meg  |  13 agosto, 2008 às 8:24 pm

    Romério,

    Assustador…
    Duríssimas mesmo… as memórias.
    Assustadoras as imagens. Poéticas?

    Releva a minha ousadia, mas o desafio é maior que as reticências.

    Beijo
    Meg

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  13 agosto, 2008 às 9:58 pm

    meg:
    a dura visão sertaneja.
    um beijo.
    romério

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Feeds

agosto 2008
S T Q Q S S D
« jul   set »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

RSS Fênix em Verso e Prosa

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

%d blogueiros gostam disto: