o uivo, uma poesia

8 agosto, 2008 at 12:10 am 8 comentários

rio acima duas canções se fazem.
alargado meu peito desfalece.
que arcos hão de vir, sombriamente,
falar, cerrado puro, do meu lastro?

e se os risonhos da manhã me deceparem?

acaso sou poesia ou sou manhã?
acaso uma nascente é tão nascente
que só se faça romper pela clausura?

vou de saberes, que saberes estes
são uivos que caminho pelas águas
e águas são de um sólido mais brusco
que desfalecem os ranços já chegados.
cauda selvagem, se me sobra toda
a vida por parir mais que selvagem.

(raso de delírio: o meu cão morto)

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desastre no olho cidade âmago de vida

8 Comentários Add your own

  • 1. Moacy Cirne  |  8 agosto, 2008 às 2:08 am

    Meu caro, descobri o seu blogue através da Recalcitrante. Aliás, tenho um de seus livros, editado pelo amigo Tião Nunes, De cara, publiquei um poema seu no Balaio. Por sinal, não é a primeira vez que o faço. Um abraço.

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  8 agosto, 2008 às 11:13 am

    moacy:
    é uma honra ser publicado no balaio.o tião agora é autor de
    livros infantis.de poeta marginal a editor,decidiu ser um novo monteiro lobato.a fera bestunes segue irreverente.o balaio,
    na minha linha de fogo.agora e depois.um grande abraço.
    romério

    Responder
  • 3. joao grando  |  8 agosto, 2008 às 4:34 pm

    o uivo vem vindo, linha a linha, mas é sempre uivo, uno.

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  8 agosto, 2008 às 5:37 pm

    joão:
    uivo,uno.é isso.
    romério

    Responder
  • 5. Mário Mendonça  |  8 agosto, 2008 às 10:17 pm

    Caro Romério

    ” aquele que crava estaca,
    nas entranhas de quaisquer cio ”

    É um prazer vir aqui.

    Abraço, grande guerreiro das palavras.

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  9 agosto, 2008 às 1:43 am

    mário:
    o prazer é meu.apareça sempre.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 7. meg  |  10 agosto, 2008 às 3:00 pm

    Romério

    acaso sou poesia ou sou manhã?

    das palavras que te sei, és… meu Poeta,

    poesia concreta de ferro e aço,
    poesia de ferrugem.
    texto engasgado da ridícula manhã.

    Beijo
    meg

    Responder
  • 8. Romério Rômulo  |  11 agosto, 2008 às 12:13 am

    meg:
    poesia de ferrugem e faca cega.é isso?
    um beijo.
    romério

    Responder

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