desastre no olho

7 agosto, 2008 at 12:10 am 8 comentários

o ato de viver cabe bravura
se o corpo, fel, resguarda da morada
o cálcio, a teta, a gana, o consistente
olho, brilho, o rastro da fumaça,
a lasca da madeira, caule.

quando ser, o fel da alma
tem douto vinho da maledicência;
a rusga da noite,
traz os infernos da entranha.

quando caber é ato de vaidade,
se tua mão afaga a outra mão?
se teu calo escorrega no desastre
do olho que te fala por paixões?
quantos de nós podem rasgar o vale
da agonia devorada?
quantos, sangue no corpo, trazem o embate
da liberdade no olho?

se, sendo poucos, somos tantos. quantos.

(se teu calo escorrega no desastre do olho)

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Entry filed under: Matéria Bruta.

vôo alavancado o uivo, uma poesia

8 Comentários Add your own

  • 1. xico santos  |  7 agosto, 2008 às 11:06 am

    Tá louco!

    Comentar o quê disso, meu Deus?!

    Garçom, mais um!

    XS

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  7 agosto, 2008 às 2:14 pm

    xico:
    ainda bem que você chegou.mais um o quê?
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 3. Fênix  |  7 agosto, 2008 às 2:28 pm

    ” Mais um o quê? ”

    Como assim? A gente quer mais um livro seu, oras.

    Demorou!

    Responder
  • 4. Rose de Castro  |  7 agosto, 2008 às 3:01 pm

    “Se teu calo escorrega no desastre do olho”. Êta migo, que não estou à altura de me codinominar poeta lendo esta poesia que, insisto, membra-me Augusto dos Anjos. Beijo no teu olho rsss

    Responder
  • 5. Romério Rômulo  |  7 agosto, 2008 às 3:39 pm

    fênix:
    preciso de um tradutor como você vê.também o xs fala por
    curvas.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  7 agosto, 2008 às 3:41 pm

    rose:
    que não está à altura?vamos deixar disso.um beijo pra você.
    romério

    Responder
  • 7. Renata  |  10 agosto, 2008 às 1:33 am

    RR,
    Deste eu tiraria diversos drops, variáveis a cada leitura. Leio hoje, um verso me salta; ontem foi outro que me enredou. A poesia instiga, você escreveu para a Meg. Provoca, você em outra ocasião. Eu: a poesia seduz, às vezes atordoa, noutras afaga e cala. O verso de hoje:

    “quando ser
    traz os infernos da entranha.”

    Beijo.

    Responder
  • 8. Romério Rômulo  |  10 agosto, 2008 às 2:33 am

    renata:
    quanto às funções da poesia,várias,ou características da arte,
    posso perfeitamente adotar o que você sugere.
    um beijo.
    romério

    Responder

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