remendo e vértebra

24 julho, 2008 at 12:01 am 2 comentários

os calos detrimentam meu estrato.
a pele, osso e pedra, é solta em rebordosas amplas.
viveres e pontes cabem meu caminho
como as amplitudes recaem sobre  nós.
olhando o espasmo, meu relincho dorme.
os homens neutros, os rios neutros,
se despedaçaram.

sobrou de tudo a última trompa.

se muros fervilharam, outros muros cabem
como estampas nos rins e coração.
a construção do novo, breve aura
no olho vê-se, brusca.

quando etapas rangerem, vou rever meus antros.

Anúncios

Entry filed under: Matéria Bruta. Tags: , .

cancela do mundo eu, bravata de estalos

2 Comentários Add your own

  • 1. meg  |  24 julho, 2008 às 6:00 pm

    Romério,

    Poema difícil, meu Poeta, ou presunção minha
    de querer entender ?
    E repito-me, em pedras e palavras me envolvo
    também aqui. E não desisto.

    Beijo
    meg

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  24 julho, 2008 às 7:40 pm

    meg:
    estes muros têm caráter político.um beijo.romério

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Feeds

julho 2008
S T Q Q S S D
« jun   ago »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

RSS Fênix em Verso e Prosa

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

%d blogueiros gostam disto: