quebrada paz de ouro preto

22 julho, 2008 at 10:38 am 4 comentários

scliar:

arder em ranço a noite de ouro
preto. paz quebrada de cansaço;
um canto rende-se no canto: vesgo
a vesgo. caso fôra, por que mais?
quando bichos hão de lavrar a
cidade? ela escalpela e mata, fuga
das gentes. pedras pisam corpos
que lhes pisam. nesga de igreja lhe
requebra o olho. arcos rendem
nossa ilusão.
rompida a cal da terra, esta nos faz
um gomo massacrado.

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Entry filed under: Tempo Quando.

XLIX encanto adjacente

4 Comentários Add your own

  • 1. Diego  |  22 julho, 2008 às 6:56 pm

    Romério
    Olá,
    Que bonito… muito profundo.
    Abcos

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  23 julho, 2008 às 11:04 am

    diego:
    obrigado pela presença.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 3. meg  |  24 julho, 2008 às 6:19 pm

    Romério,

    Estranha sensação de tristeza…
    palavras vencidas e resignadas
    a uma verdade universal e implacável.
    Medo

    Beijo
    meg

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  24 julho, 2008 às 7:46 pm

    meg:
    sempre trouxe essa imagem de ouro preto.
    um beijo.
    romério

    Responder

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