(para affonso romano de sant’anna)

10 julho, 2008 at 12:08 am 2 comentários

não acredite na suavidade dos poetas
cujos versos,
por simples,
são um cavalo em pêlo, no cerrado.

(fuja do poeta
como se foge da doença que se estampa longe.
seu fígado é visgo:
nada lhe corrói as entranhas.)

os aços mais duros
não conseguiram lhe desmontar as peças.
seu olhar, sempre sobre,
há que ser medido em trovões.

um poeta qualquer, por mais frágil,
faz terremotos parecerem grilos.

(a estranha essência do poeta)

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Entry filed under: Matéria Bruta.

tão tempestade Sangue espesso, vida espessa, rio espesso

2 Comentários Add your own

  • 1. meg  |  10 julho, 2008 às 5:26 pm

    Romério,

    Estranha a essência do poeta.

    Ah mas neste poema eu não entro, Romério.
    Ficaria toda a noite a tentar dissecar cada palavra,
    Me enrolaria nas palavras como em arame farpado.

    Romério, a brincar te digo palavras sérias.
    Matéria Bruta é único e sei de cor (quase).

    Beijo
    meg

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  10 julho, 2008 às 9:07 pm

    meg:
    a palavra é um arame farpado:cerca e rasga.
    um beijo.
    romério

    Responder

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