ampla de luzes

9 julho, 2008 at 8:59 pm 1 comentário

quisera descrevê-la como candelabro.
amplas luzes de braços, arrebatados,
lâmpadas.
alma em tormenta, seu fogo interno
abre valos.
quando nela rasgo, carrego no corpo,
puro arco. seus olhos, faço luzes,
sobrancelhas do mundo.
dentes em mordedura aberta,
um sacramento da carne.

quando múltipla, me esbravejo em farelo.

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Entry filed under: Matéria Bruta.

quando dizer recai, estremecido, no alvo tão tempestade

1 Comentário Add your own

  • 1. Fênix  |  11 julho, 2008 às 12:23 pm

    De todos gosto, sabes. De muitos, tenho uns versos preferidos, aqueles que vêm me enredar os olhos.

    Deste, gosto de tudo. Das luzes, da chama, dos olhos e dos arcos. Da fome.

    De tudo.

    Responder

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