similares das margens

27 junho, 2008 at 12:20 am 6 comentários

éramos dois. cada um no seu cada.
rio de rio que lhe se desfaz. amplos
de mundo, tudo. alargado coração em corpo.

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Entry filed under: Tempo Quando.

quero dizer que manuelzão foi boi – VIII múltiplo

6 Comentários Add your own

  • 1. Marconi  |  27 junho, 2008 às 3:57 pm

    cada um no seu canto. quando assim estão os doidos, quase sempre, conversando em silêncio.

    “MUDAR

    Mudar de lugar não é mudar-se ou se mudar.
    Quem se muda, sem se mudar, o mais faz,
    Na maioria das vezes, tornar-se mudo.
    Quem muda o logradouro não logra mudar nada.
    Nada muda quando se muda o lugar.
    Mudar de lugar é colocar-se diante de outro,
    de outrem que se quer ser sendo o mesmo, transferir-se
    – ferindo-se até, se for o caso -,
    quando o outro também muda, por si mesmo,
    como a si mesmo se transmuta quando se
    compreende e se decide a mudança.
    Por isso se estuda um mudar, por isso se muda o estudo,
    por tudo, contudo, numa transitória mudança de coisas
    por lugares, como sarcófagos em navios,
    na travessia de rios e margens, por imagens,
    ex-tintas, ex-tudo.
    Com tudo:
    o que vai, o que fica, o que não encontra lugar,
    o que se mantém intacto na mudança,
    sem se revelar a todo e qualquer lugar,
    como quem quer mudar-se naquilo que realmente se muda.
    De uma margem a outra, mudando-se. Na terceira margem o outro:
    definitivamente mudado.
    ————————————————————————-

    não dá pra comentar todos. seria falar demais, para um louco. então, continuemos, a esgarçar vitrais.

    Um grande abraço e parabéns pelo blog.

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  27 junho, 2008 às 4:16 pm

    marconi:poeta deve esgarçar vitrais.obrigado pela sua atenção.
    um grande abraço.
    romério

    Responder
  • 3. Saramar  |  27 junho, 2008 às 10:55 pm

    Amplos, cada um,, como um rio
    e se ampliando mais,
    em suas águas a se misturar.

    Tanto dito em pouca palavra.
    toda palavra.

    beijos

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  27 junho, 2008 às 11:27 pm

    saramar:
    toda palavra pode ser muita e pouca.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 5. meg  |  29 junho, 2008 às 11:11 am

    Romério,

    Só as margens de dois rios se podem aproximar.

    Quando as margens de um rio se aproximam a ponto de de juntarem, não há rio, há o vazio…

    Beijos
    meg

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  29 junho, 2008 às 1:08 pm

    meg:daí o rosa falava sobre a terceira margem do rio.o vazio é um viés da arte.de toda ela.mesmo com a terceira margem.
    um beijo.
    romério

    Responder

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