Archive for 26 junho, 2008

quero dizer que manuelzão foi boi – VIII

se cada um valesse por cerrados
os bois, manuel, seriam mais velozes!
o cavalo, estreito no seu corpo,
seria sua roupa matinal.
os bois, manuel, são pura transcendência.
e o espaço que lhe sobra, pura noite,
diz, singela, gargantas de eloqüência
e nitidez velada, mão afoita

de ver facão vazado de espanto
coser a pele de homem e coser
o boi, manuel, revela cada encanto
que nosso corpo não cabe por caber.

vadio manuel estrada
vadio manuel daqui
manuel, estampa e gargalo,
manuel, estrago e

buscado saber da morte
por garrucha e devaneio
estrada é morte de outrem
cavalo, estrada e

estrada, manuel, tem morte
que nunca chega no fim
nos cabe o espanto da morte
(nos cabe a morte e o espanto)

26 junho, 2008 at 12:07 am 3 comentários

somos a face de querer ser noite

eu quero carregar a tua sombra
como lastro do olho que me habita.
teu elo, se existe, pode ser
um calo em ricochete pela alma.

estados de olhar são puros astros
amadas no horizonte, puro vento
como pedra se faz no corpo ardente
e estrada a recompensa de uma mão.

26 junho, 2008 at 12:00 am 2 comentários


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