noite vermelha

25 junho, 2008 at 12:45 am 8 comentários

a fúria, a tortura, os desejos
são caldos que engrossam a noite.
tensos, passamos pó sobre as feridas,
lambemos nossas almas de pedra,
reviramos cada estalo, cada medo.

os ruídos adentram nossa veia
como fogo da morte.
nada nos diz o silêncio. sobre nós
as formigas ressaltam seus desejos.

a chuva perdida sobre as portas
entrava as dobradiças, enferruja os homens.
a veia de minas, o chão de minas
nos contunde.

resta buscar o que sobrou do amor.

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Entry filed under: Matéria Bruta.

desbravamento somos a face de querer ser noite

8 Comentários Add your own

  • 1. meg  |  25 junho, 2008 às 2:52 am

    Romério,

    intensos, agrestes
    ruidosos silêncios que
    prenunciam tempestades
    de desejos contidos,
    amordaçados sentidos
    amortalhados
    em carnal
    vermelho

    são

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  25 junho, 2008 às 3:04 pm

    meg:
    obrigado pelo poema.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 3. lu dias  |  25 junho, 2008 às 7:33 pm

    RR

    Estou encantada com a sua “noite vermelha”.
    Belíssima!

    Hoje fiquei feliz ao tomar um ônibus em Belô e ver que em cada banco havia um poema pendurado, plastificado e preso por um cordão especial.

    A PBH está fazendo isso em todos os ônibus da cidade.
    Eu fiquei tão feliz ao ver as pessoas lendo e comentando poesias.
    Ninguém fica indiferente.

    Estas nossas Minas Gerais são um poema só…

    Que tal levar esta proposta para o Rio e Ouro Preto?

    Beijo no coração

    lu dias

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  25 junho, 2008 às 8:53 pm

    lu:
    obrigado sempre.
    esta idéia das poesias nos ônibus é muito boa.você intensifica a
    leitura e cria interesse.em itabira os poemas do drummond são
    espalhados pela cidade,em placas metálicas.funciona,lu.
    vou propor aqui e no rio.irei pra lá creio que por 12 de julho.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 5. meg  |  25 junho, 2008 às 9:10 pm

    Romério

    Por favor, não chama “aquilo” de poema…
    É só um sentir feito de memórias lavradss em saudades
    feitas de noites como essas suas noites vermelhas.

    Beijo,
    Meg

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  25 junho, 2008 às 11:51 pm

    meg:
    me desculpe,mas é um poema.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 7. Claudia Cantarutti de Carvalho  |  28 junho, 2008 às 11:18 am

    Achei maravilhoso este teu poema. Muita sensibilidade, nossa, muito lindo mesmo!
    Parabéns.

    Responder
  • 8. Romério Rômulo  |  28 junho, 2008 às 12:12 pm

    claudia:
    obrigado pela visita e pelo comentário.se você gostou,vamos ao trabalho.e não deixe de aparecer e deixar seu registro.
    romério

    Responder

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