“resta buscar o que sobrou do amor”

17 junho, 2008 at 12:49 am 11 comentários

chico me requer um poema da paixão
que não caiba mazelas.
um poema com uma paixão
sem vidraças quebradas,
sem dedos cortados,
sem esquisitices,
sem destinos mórbidos.

uma paixão pura água,
uma paixão fervor latente
que repisa o peito, sem pisá-lo
num estouro de medos.

aquela paixão que lambe o olho
e toda opressão se faz distante.
uma paixão novo mundo,

onde dois se olham como somas puras,
sem subtrações, sem espaços de dúvida,
na certeza que dois são um
e tudo mais, paisagem.

(poema da paixão urgente)

rápida manhã, delírio louco:
saber-se que é mortal, posto que é chama.

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Entry filed under: Matéria Bruta.

quero dizer que manuelzão foi boi – II Dos visitantes poéticos

11 Comentários Add your own

  • 1. meg  |  17 junho, 2008 às 9:42 am

    Romério.
    e contigo comento …

    “quanto resta no dente da manhã
    que seja folha?
    quanto sobra de brilho em cada
    corpo revelado noite?

    (te dizer de manhã incendiada)”

    Beijo

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  17 junho, 2008 às 10:17 am

    meg:
    este poema foi feito para o chico scliar ,filho do carlos scliar.
    amigo meu,quando assusta já está publicado.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 3. xico santos  |  17 junho, 2008 às 10:57 am

    Romério,

    minha primeira visita já pega a fogueira acesa… labaredas solitárias cortando o azul da noite… pinhão na brasa, quentão na boca… o vento desmancha os cabelos dela, enquanto sorri aquele riso de outras festas… eu (criança), soltando “chinezinho”… enquanto a urgência me consome.

    Teu sítio, minha festa!
    Xico Santos

    Responder
  • 4. meg  |  17 junho, 2008 às 11:13 am

    Romério
    Entendes que muitos dos teus poemas me são de certo modo herméticos.
    E a poesia não se comenta… É poesia…
    Como já te disse, é muito nas palavras que me envolvo, sem saber o que vai acontecer… é como um mergulho em mim.

    Já publiquei o teu poema, acho que um dia destes sei o matéria bruta de cor…

    Beijos

    Responder
  • 5. meg  |  17 junho, 2008 às 12:55 pm

    Romério
    Já enviei o convite, mas podes visitar um dos 4 blogs que ela tem

    http://maripossa.blogs.sapo.pt/

    É o Lisa.

    I’m leaving now… see you later…after midnignt!

    Beijo

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  17 junho, 2008 às 1:15 pm

    xico:
    sua ausência já era sentida,mesmo a saber que “a urgência te
    consome”. e receber um comentário que é poema tem força
    múltipla.o sítio é seu e sua festa.
    um abraço fraterno.
    romério

    Responder
  • 7. Romério Rômulo  |  17 junho, 2008 às 1:23 pm

    meg:
    visitarei o blog sugerido.quanto ao hermetismo,eles me são
    herméticos às vezes.é o faro canino que vai definir se vale.
    obrigado pela publicação do poema.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 8. Fênix  |  17 junho, 2008 às 1:49 pm

    RR, querido,
    este aí é a coisa mais linda, é uma beleza, um afago.

    Li, reli, e de novo e mais uma vez, agora venho a ler outra e me decido: não consigo me decidir qual verso me fala mais. São todos. Mas, é lindo demais.

    Beijoooo apertado

    (daqui a pouco vou lá dar um trato no seu lado zélimeirense)

    Responder
  • 9. Romério Rômulo  |  17 junho, 2008 às 4:06 pm

    fênix :
    obrigado por tudo.meu lado zé limeira está presente.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 10. jasmim  |  17 junho, 2008 às 9:28 pm

    Este é que é um poema que precisava ler…
    até amanhã

    Responder
  • 11. Romério Rômulo  |  17 junho, 2008 às 10:16 pm

    jasmim:
    nada melhor que um comentário desses.
    até amanhã.
    romério

    Responder

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