Archive for 17 junho, 2008

Dos visitantes poéticos

Romério,

minha primeira visita já pega a fogueira acesa… labaredas solitárias cortando o azul da noite… pinhão na brasa, quentão na boca… o vento desmancha os cabelos dela, enquanto sorri aquele riso de outras festas… eu (criança), soltando “chinezinho”… enquanto a urgência me consome.

Teu sítio, minha festa!
Xico Santos

17 junho, 2008 at 1:51 pm 2 comentários

“resta buscar o que sobrou do amor”

chico me requer um poema da paixão
que não caiba mazelas.
um poema com uma paixão
sem vidraças quebradas,
sem dedos cortados,
sem esquisitices,
sem destinos mórbidos.

uma paixão pura água,
uma paixão fervor latente
que repisa o peito, sem pisá-lo
num estouro de medos.

aquela paixão que lambe o olho
e toda opressão se faz distante.
uma paixão novo mundo,

onde dois se olham como somas puras,
sem subtrações, sem espaços de dúvida,
na certeza que dois são um
e tudo mais, paisagem.

(poema da paixão urgente)

rápida manhã, delírio louco:
saber-se que é mortal, posto que é chama.

17 junho, 2008 at 12:49 am 11 comentários

quero dizer que manuelzão foi boi – II

o texto é naufrágio e é silêncio.
quando da pedra salta-lhe uma cabra
seu dia contado vê-se rubro.
a pele vermelha do ar solta-se
em vigores. uma poesia carrega
sempre outra. cada grão avalia
o extrato como podre. querelas
são fontes de desejo. e os desejos,
noites.

preso dos olhos, manuel é cumieira.

17 junho, 2008 at 12:28 am 2 comentários


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