repleno

14 junho, 2008 at 8:41 pm 2 comentários

quando a alma assustada retiver
no coração os últimos desejos
farei, senhor, que saibas do passado
quando retive em mim umas maçãs.

tantas borbulhas esparsas nos pertubam
o sentimento espúrio e puro que é a carne
farei, senhor, da minha alma bruta
a cálida flor que embala algumas peles.

e se deveres ser são pedras tais
que não conseguem amarrar desejos
direi, senhor, perdão. mas sobram a mim
os ângulos da vida que são meus.

direi do estado de noite em que me encontro
e da insônia que revela o estado
serei, senhor, a última morada
dos corpos, muitos, que retive e sou.

não desejo antros, potros, éguas soltas
que pastem o prazer de cada dia
mas falo aqui, senhor, sobra-me só
a instância do amor, vivido pleno.

Anúncios

Entry filed under: Matéria Bruta.

sobrevida minha ouro preto é feroz

2 Comentários Add your own

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Feeds

junho 2008
S T Q Q S S D
    jul »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

RSS Fênix em Verso e Prosa

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

%d blogueiros gostam disto: