paralelepípedos

6 junho, 2008 at 12:00 am 2 comentários

apesar de tudo, sobrevivo. me tonteiam. conhecer a
vida de perto dá medo. de cada, relato um atropelo.
minha raiva perdida sobra mundo. dos cães
retomo a substância dos cães. quando ser noite é revelação?
as mãos tecem o que lhes vale. sobram rasos.
os olhos de ouro preto são meu corpo. de pontes, marílias,
contos e cabeças, componho a sobra. uma cidade concreta,
dura de instantes. o olhar do aleijado calejando becos
montanha sobre montanha. cada palácio tem seu prisioneiro.
nada aqui passa. mesmo os cavalos de felipe dos santos
pisam as ruas. ainda. basta ver.

(ouro preto para renata e luis)

Praça Tiradentes, por Eduardo Tropia.

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Entry filed under: Inéditos.

misturinha onipresença

2 Comentários Add your own

  • 1. CRIS LIMA  |  30 setembro, 2008 às 10:25 pm

    AI QUE SAUDADE!

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  30 setembro, 2008 às 10:40 pm

    cris lima:
    ouro preto é isso.
    romério

    Responder

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