Archive for 6 junho, 2008

onipresença

se tua ausência solta se ativer
ao úmido canto de alguma ave,
em relatar a anêmica distância,
mais que atiçar o nervo teu, refeito,
mais que atirar a névoa no teu colo,
é me dizer em ti, íntimo instante.

tua face que é tanta e tão ausente
me cala o corpo agudo em tal instante.

6 junho, 2008 at 12:05 am 3 comentários

paralelepípedos

apesar de tudo, sobrevivo. me tonteiam. conhecer a
vida de perto dá medo. de cada, relato um atropelo.
minha raiva perdida sobra mundo. dos cães
retomo a substância dos cães. quando ser noite é revelação?
as mãos tecem o que lhes vale. sobram rasos.
os olhos de ouro preto são meu corpo. de pontes, marílias,
contos e cabeças, componho a sobra. uma cidade concreta,
dura de instantes. o olhar do aleijado calejando becos
montanha sobre montanha. cada palácio tem seu prisioneiro.
nada aqui passa. mesmo os cavalos de felipe dos santos
pisam as ruas. ainda. basta ver.

(ouro preto para renata e luis)

Praça Tiradentes, por Eduardo Tropia.

6 junho, 2008 at 12:00 am 2 comentários


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