“romper-me mutilado dos cangaços”
13 dezembro, 2010 at 7:16 pm farailda 4 comentários
os meus tonéis de paixão, marília bela
revêm o teu rastro e adjacências.
não cabem em meu corpo complacências
que adivinhem o quanto me procelas.
vou te dizer aqui, marília bela
o quanto sou feroz na tua mão:
a tua doce voz é uma cadela
na minha temperança de ilusão.
eu vejo em tua mão, marília bela
a paz enfurecida dos espaços.
tua ordem titubeia, puro cão
e me atribula o corpo aos pedaços.
candidamente me esvais, então!
romério rômulo
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1.
Mirze Souza | 13 dezembro, 2010 às 8:04 pm
AH! Romério!
É tão difícil ler poemas de amor atualmente. Lindo esse romper mutilado em cangaços. “VER EM TUAS MÃOS A PAZ ENFURECIDA DOS ESPAÇOS”
Divino!
Beijos, poeta!
Mirze
2.
Maria | 14 dezembro, 2010 às 8:34 am
Onde posso adquirir os teus livros?
Gosto destes versos e de outros onde não mencionas já terem sido publicados.
Gosto das palavras como as tuas, quando as gente as sente a saír das entranhas.
Beijo.
3.
Ana | 14 dezembro, 2010 às 7:38 pm
De facto é poesia nobre, genuína, muito original!
BJ
4.
Romério Rômulo | 22 dezembro, 2010 às 1:00 pm
“na minha temperança de vulcão”
romério