6 Julho, 2009
1.
vou travar
a rugosidade da poesia,
a cerebralidade do texto.
vou lamber
o alvo escarlate da redoma
a sobra do espaço anunciado.
2.
quando a vida
em detrimento de mim
comentar as escusas
vou retomar
a rugosidade da poesia
a equação anunciada do verbo
a cerebralidade do texto.
Entry Filed under: Matéria Bruta. .
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1.
Mariana | 8 Julho, 2009 at 10:23 am
Romério,
um dos belos poemas do livro.falou alto e com entonação.
abraço sertanejo
Mariana
2.
Anaa | 8 Julho, 2009 at 6:28 pm
Belíssimo. Quando a palavra é matéria e ganha plasticidade!
bj