per augusto
30 Junho, 2009
meu coração tem vale de equações
com um ananás que se lhe encerra o peito.
u’a serra estridente lhe remonta
de paixões o séqüito de entranhas.
de as estradas serem o ninho breve
sobra o esgoto da linha do horizonte.
a cumiada do olho, brusco traço
da vida, pisa língua e estrato, o corpo.
uma beleza, esta que me caminha.
Entry Filed under: Matéria Bruta. .
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1.
Janaina Amado | 30 Junho, 2009 at 10:28 am
Poema difícil, poeta. E danado de bom!
“meu coração tem vale de equações
com um ananás que se lhe encerra o peito”
é formidável.
2.
nina rizzi | 30 Junho, 2009 at 11:51 am
devorando todo o poema
troglodito o último verso…
me lembra eu mesma
: me caminha…
3.
adriano nunes | 30 Junho, 2009 at 3:22 pm
Romério,
Lindo! Aproveito e peço que vá ao meu blog ver a entrevista que concedi ao Mariano. Desde já agradeço!
Abração!
Adriano Nunes.
4.
Ana | 1 Julho, 2009 at 5:48 pm
Raro na construção dos conceitos. Belo e com traços de telurismo. adorei.
bj
5.
Natália Nunes | 2 Julho, 2009 at 12:43 pm
“a cumiada do olho, brusco traço
da vida, pisa língua e estrato, o corpo.
uma beleza, esta que me caminha.”
completo.
6.
Alexandre Guimarães | 4 Outubro, 2009 at 7:33 pm
Olá Romério,
Como eu disse no e-mail, lembrei-me de meu saudoso tempo da faculdade, com o coração cheio de equações
Além disto, minhas estradas andam “breves ninhos” mesmo, preciso ficar mais tempo, mas enquanto não acho este ninho fujo do esgoto no horizonte.
Enquanto a lata esquenta, a água amorna, este siri tenta fugir da lata.
Um abraço,