a tua noite é vesga, a tua ânsia é água
29 Junho, 2009
o ovo é um riso e afago da manhã.
seu branco é texto da pele de um dente
que quebrado traz podre, enxofre, galo.
se um picasso sabe, ele o transforma ovo.
picasso, cúbico, do ovo, mondrian
fazido cores puras, geometria rouca
de levar tapa de cérebro escarlate
com tanta vida a defender de traços.
se ovo fui, quieto arregacei
umas manhãs-kandinsky, voluptuosas
de cor. talvez uma quirera
se benfazeja seja faça-se rouault.
Entry Filed under: Matéria Bruta. .
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1.
Ana | 29 Junho, 2009 at 5:52 pm
Bom jogo, grandes pintores…eu prefiro o ovo-Dalí!
beijinho
2.
Bipede-Implume | 29 Junho, 2009 at 8:34 pm
Uma imensa tela, de muitas cores, com as manhãs-kandinsky a envolver-nos neste poema.
Achei lindo.
Beijinhos.
Isabel
3.
Mirse Maria | 29 Junho, 2009 at 9:17 pm
Depois do poema “O OVO” de João Cabral de Melo Neto, este , é um dos mais belos que já vi.
Prabéns poeta!
Beijos
Mirse
4.
nina rizzi | 30 Junho, 2009 at 11:53 am
uma volúpia de cores, hm…
eu, olhos furta-cor,
boca de deglutir
poemas assim…
5.
pedro | 30 Junho, 2009 at 3:34 pm
:0)
6.
pedro | 30 Junho, 2009 at 3:39 pm
ovo magnetizado que atrai hálito e dente e atrai manhã e cores e é um riso e um tapa não sei se o poema é bonito ou feio e se gosto de ovo e de picasso e de geometria o poema tem um arremate sensacional