levantar poço e água
21 Junho, 2009
buscar os bois do meu campo, uivo, latido,
guardar os animais da memória,
latir uma cavalo potro ressequido,
levantar a água esguia do poço,
saber uns baldes de tanto cansaço.
tudo é ausência de cerrado.
avós de diamantes, tesouros monásticos,
assembléias de escravos, podem ser razão
de minha ausência.
uns valos de bois, umas manias de cavalo
chucro,
um atar de cachorro louco.
luzes e bois, fundidos, se rebatem.
Entry Filed under: Matéria Bruta. .
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1.
Ana | 21 Junho, 2009 at 6:56 pm
Forte, como sempre.
Bj
2.
Romério Rômulo | 23 Junho, 2009 at 6:42 pm
obrigado,ana.
romério
3.
Moacy Cirne | 22 Junho, 2009 at 7:00 am
Luzes, bois, cansaços e ausências:
assim se faz um poema.
Em tempo: você marca presença
no Balaio de hoje.
Um abraço.
4.
Romério Rômulo | 23 Junho, 2009 at 6:43 pm
moacy:
sou da turma leitora permanente do balaio.
um grande abraço.
romério
5.
meg | 22 Junho, 2009 at 8:19 pm
Romério,
E pelas palavras me perco
na rude trama encantatória
de mais um poema …
inconfundivelmente teu.
E nele enleada te deixo
Um beijo
6.
Romério Rômulo | 23 Junho, 2009 at 6:44 pm
meg:
prossigo na minha trama encantatória.até quando?
um beijo.
romério
7.
Janaina Amado | 23 Junho, 2009 at 12:03 pm
Também sofro de ausência de cerrado.
8.
Romério Rômulo | 23 Junho, 2009 at 6:45 pm
janaína:
o cerrado é forte.uma trama definitiva.
romério
9.
Adriana | 24 Junho, 2009 at 2:22 am
gostei da tua falta de cerrado,porque o poema é campo.encantou-me.
10.
Romério Rômulo | 24 Junho, 2009 at 2:55 pm
obrigado,adriana.
romério