abertura, 1 *
18 Junho, 2009
1. é louco ser solene.
é lúcido ser louco!
2. se tenho, como última morada
o som caleidoscópico da vida
carrego matrizes, almas sombreadas.
3. meu coração de cavalo, meu ato de terra
surrado dos demônios, ímpio em desvario.
4. quando surgi de mim, fiquei varrido.
e meu estado de coisa correu solto!
5. qualquer ambigüidade tem um tônus
que corta toda a alma pelo avesso!
6. a dor fecunda das hostes:
vou retomar meus laços com a vida.
*Inédito – do livro “Per Augusto & Machina”, a ser lançado brevemente
Entry Filed under: Inéditos. .
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1.
Mirse Maria | 18 Junho, 2009 at 5:30 pm
Belíssimo, Romério!
Os loucos trazen en si a solene lucidez que abstrai os sentidos dos que se dizem sãos.
Espero ter um pouco de loucura para solenemente retornar meus laços com a vida.
Bravíssimo!
Beijos
Mirse
2.
Romério Rômulo | 19 Junho, 2009 at 11:51 am
mirse:
obrigado pela presença e pelas palavras.
um abraço.
romério
3.
Ana | 18 Junho, 2009 at 5:33 pm
«a dor fecunda das hostes:»
És de uma expressividade pungente, extraordinária.
beijo
4.
Romério Rômulo | 19 Junho, 2009 at 11:52 am
ana:
o que responder?
um beijo.
romério
5.
Janaina Amado | 18 Junho, 2009 at 5:40 pm
Que bom, poeta, que voltou – e com um poderoso inédito! O poema todo é ótimo, mas o número 2… especial!
6.
Romério Rômulo | 19 Junho, 2009 at 11:53 am
janaína:
a demora foi por estarmos a cuidar do próximo livro.
romério
7.
Janaina Amado | 18 Junho, 2009 at 5:43 pm
PS – A Vivina entrou em contato? Ele viu um comentário seu lá no blog, queria saber se você é você mesmo, velho amigo dela… Remeti-a aqui para o blog.
8.
Romério Rômulo | 19 Junho, 2009 at 11:56 am
janaína:
a vivina e o gilberto eram pessoas que eu buscava.de repente,
pelo seu blog,me chega a vivina.já trocamos endereços.
muito obrigado.
romério
9.
Moacy Cirne | 19 Junho, 2009 at 11:05 am
Poema ótimo: fecundo. Quando será o lançamento do livro?
Um abraço.
10.
Romério Rômulo | 19 Junho, 2009 at 11:59 am
moacy:
o livro está em processo final.o tião nunes agora é quem dita os ritmos,pois o homem de sabará é quem faz o objeto.
um grande abraço.
romério
11.
líria porto | 19 Junho, 2009 at 12:25 pm
romério – te leio, imagino-te a esculpir estes pensamentos, a transformá-los em imagens de pedra sabão! seria a influência de ouro preto, de aleijadinho, tão grande assim??
besos
12.
Romério Rômulo | 19 Junho, 2009 at 12:35 pm
líria:
isso é mistura de montanha e planura,barroco e sertão.o aleijadinho e o manuelzão são fortes.
um beijo.
romério
13.
nina rizzi | 19 Junho, 2009 at 12:28 pm
eu gosto dessas coisas todas
desvarios, loucuras, solenidades, almas, laços, avessitudes,
cavalos então…
mas gosto mesmo é desse jeito que vc arranja as apalvras-coisas. massa
beijo.
14.
Romério Rômulo | 19 Junho, 2009 at 12:37 pm
nina:
dos cavalos tenho todas as lembranças.
um beijo.
romério
15.
Nydia | 19 Junho, 2009 at 1:02 pm
RR
Pela abertura, podemos imaginar o que vem depois… Amei o o “tônus das ambiguidades”…
beijo
16.
Romério Rômulo | 19 Junho, 2009 at 7:40 pm
nydia:
as ambiguidades são muitas.
um beijo.
romério
17.
Roberto Locatelli | 21 Junho, 2009 at 4:59 pm
Ah, a libertação de ser louco.
E a dor de ser normal.
18.
Romério Rômulo | 21 Junho, 2009 at 6:23 pm
locatelli:
aí estão as dúvidas.
um grande abraço.
romério
19.
Beta | 24 Junho, 2009 at 7:33 pm
Compartilho de fantasiar com a líria, que te lê e te imagina esculpindo tais pensamentos. A alusão é ótima ao trabalho árduo em pedra e sabão. Há muita beleza aqui, porque há em ti. Seu verso tem uma pureza instintiva, os que mais me chegam e me comovem. Dor sem mágoa, auto-consciência assombrosa. E o resultado estético de tanto sentimento é impressionante. Acabei por me estender em elogios e palavras..rs
20.
Romério Rômulo | 24 Junho, 2009 at 8:08 pm
beta:
não há o que dizer.
um beijo.
romério
21.
Pedro Lobato Pinto de Moura | 5 Agosto, 2009 at 8:48 pm
é belo!