verbo em alavanca
22 Maio, 2009
chuva fala do olho.
ciscos, tamancos da alma, dizem
ser o mundo meu estado e manhã.
sobrava-me, no olho, o vesgo do teu hálito.
quando cismas, explode o mundo e o verbo
em alavancas.
Entry Filed under: Matéria Bruta. Tags: Matéria Bruta, Romério Rômulo.
6 Comments Add your own
Leave a Comment
Some HTML allowed:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>
Trackback this post | Subscribe to the comments via RSS Feed

1.
Yvy | 22 Maio, 2009 at 10:47 am
“quando cismas, explode
o mundo e os versos…”
Abrs!
2.
Bipede-Implume | 22 Maio, 2009 at 6:39 pm
Olá caro Romério
Alguma da tua poesia, para mim, é igual a um vulcão jorrando lava incandescente, outra é uma força telúrica que nos arrasta independente da nossa vontade.
E sempre um prazer imenso ler-te
Grande abraço.
Isabel
3.
Adriana | 23 Maio, 2009 at 5:08 pm
romério
Uma alavancada na poesia.Gostei
4.
Hercília Fernandes | 24 Maio, 2009 at 10:29 pm
Romério,
este poema é um miúdo que Abala Paris em chamas…
Belo, poetíssimo. Fechamento ímpar!
Beijos
H.F.
5.
Alcinéa Cavalcante | 25 Maio, 2009 at 12:47 am
Olá, meu amigo
Nada melhor que uma bela poesia para encerrar o dia.
Beijos
6.
Mirse Maria | 2 Junho, 2009 at 1:03 pm
“chuvas fala do olho” e quando cismas, explodes o mundo e o verbo em alavancas”
Lágrimas e temperamento. alavancados pelo verbo do poeta!
Maravilhoso!
Parabéns, Romério!
Beijos
Mirse