a manhã faz tempo ser espinho
5 Fevereiro, 2009
manhã flagelada do destino,
marcas de dedo em sua nuca podre
fazem banana e tempo serem unos.
o mel lhes come a face, repentina
face que encadeia luz. ritmos
e brasas cantam como dedos,
lavra infiltrada de só menoscabo.
o óbvio do pêlo, umas membranas
atadas de nervo e amargura,
esta poesia, clausura e hábito,
de gelo nas veias, água e podridão,
fechada nos resguardos da noite,
solidão tesa
apressa a mão em distúrbios.
quanto dela, incendiada, vê o homem?
travado em pergaminho e vilarejo
um hábito de luz corrói seu tempo.
o meu extrato de pedra, a minha nuvem de atos,
obscurecem frio e madrugada.
corpo indigente permeia tempestade,
valo de luzes, contrição de medo.
as madrugadas fazem como lã
o ritmo da estrada, ovelha e pasto.
intenso e belo estado putrefato
do corpo! emoções me causam
um estardalhaço de anões na alma.
Entry Filed under: Matéria Bruta. Tags: Matéria Bruta, Romério Rômulo.
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1.
Moacy Cirne | 5 Fevereiro, 2009 at 1:39 am
Os dois últimos poemas aqui publicados: oa lances exatos de uma poesia que se constrói com rigor – e tessitura emocional. Não seria o caso de dizer: tessitura expressional com a necessária taxa de emoção?
Um abraço.
E sua viagem, quando se dará?
2.
Romério Rômulo | 5 Fevereiro, 2009 at 9:16 am
moacy:
se você disse,está dito.
amanhã já estarei na minha vila do século 18.
romério
3.
nina rizzi | 5 Fevereiro, 2009 at 10:14 am
caralho, tu é fodástico
4.
Romério Rômulo | 5 Fevereiro, 2009 at 10:25 am
nina:
não sei se sou tanto.
romério
5.
Fina Flor | 6 Fevereiro, 2009 at 1:13 am
muito bem finalizado seu poema =)
beijos, querido e obrigada pela visita, volte sempre que quiser
MM.
6.
CRIS LIMA | 6 Fevereiro, 2009 at 7:03 am
POETA,PAREI, NÃO MAIS LEREI TEUS POEMAS…MINHA ALMA,EXTASIADA DEMAIS FICA…QUANDO POR AQUI DEITO MEUS OLHOS EM SUAS POESIAS!
“solidão tesa
apressa a mão em distúrbios.”(…)
SEM MAIS O QUE DIZER……………………
BJS E AFETO DE SEMPRE
CRIS LIMA
7.
Romério Rômulo | 6 Fevereiro, 2009 at 7:06 am
mônica:
espero esteja tudo bem no teatro.te agradeço.
romério
8.
Romério Rômulo | 6 Fevereiro, 2009 at 7:31 am
cris:
reapareça,ainda que extasiada.meu carinho.
romério
9.
adrianna coelho | 7 Fevereiro, 2009 at 10:18 pm
“o meu extrato de pedra, a minha nuvem de atos,
obscurecem frio e madrugada.
corpo indigente permeia tempestade,
valo de luzes, contrição de medo.”
de novo, romerio
eu gosto do poema inteiro
mas esse trecho abre sulcos
no chão da sensibilidade…
e seu versos me atropelam a alma.
não saio daqui a mesma…
beijos
10.
Romério Rômulo | 8 Fevereiro, 2009 at 8:15 am
adrianna:
grande elogio.muito obrigado.
romério