Archive for 14 agosto, 2008

a carne é reticente; a noite cega

sou, por meus inteiros, vários.
minhas frações se fazem de repente.
o olho, de inteiro e faces,
disseca os cacos da manhã (lavada).
múltipla mão, da luz, me regurgita
uma estranha verdade, um denso espanto.

(minha doce face fuzilada)
uma poesia deserta, texto de pedra e secura.
poesia de ferreiro: metal e martelo.
uma poesia brasa candente. cozer tudo,
ato do verso, dure tanto ou nada.

(abertura)

14 agosto, 2008 at 11:53 am 6 comentários


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