Archive for 12 agosto, 2008

(farpas do vento não contêm as noites)

duelo enfastiado, tão poesia
sem rumo dos corpos que se atrelam
ao vento seco, à dura memória do cerrado.
mais ver o lastro da carne, pisoteio
de facões arruelados, sangue vertente
de guelas.
– farpas do vento não contêm as noites. –
cada corpo, bambu, se lambe
de terra, ao saber que o outro se aproxima.

sol recolhe carnes, ossos, telhas lambidas
da absurda imagem.

(farpas do vento não contêm as noites)

12 agosto, 2008 at 10:10 am 4 comentários


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