Archive for 11 agosto, 2008
(reticências)
meu outro verdejado pela noite
sabia mais do corpo que é solene.
trazia nas gavetas da memória
um astro rugidor de tempestades.
saber os vidros que lampejam a pele
é como ser manhã nos horizontes,
é retraçar desvios deste tempo,
é repetir arquejos pela alma.
pisar os calos das ausências, tanto
que mais não sobre tormento e mordedura.
a morte, nas ruas, tão fazida quanto,
há de tornar reticências estes corpos.
