Archive for Julho 18th, 2008
tua ausência solta
tua face é tanta e tão ausente
me cala o corpo agudo em tal instante.
11 comments 18 Julho, 2008
(toda a pele do homem)
terras e águas, meu ávido destino,
lusco-fusco de cansaço na noite.
belzebus tardios lufando prumos,
estandarte de rito feito treva.
se, babilônia no peito, os azares
– fatídicos e atávicos azares –
acalantam os poços da memória,
só o banal do vento tem destino.
saber mais, se o tempo só, em água
percorre o assobio da treva.
um ananás alimenta aves no escuro,
um tanque de melados devaneia.
– quando carne se revela em açúcares,
a pele do homem, toda, é uma noite.
2 comments 18 Julho, 2008
