ser a carne do corpo, ser o corpo
16 Julho, 2008
ser a carne do corpo, ser o corpo
atrium de quantas almas. ser
o resultado do anúncio das marés,
ser o mais manhã desta manhã.
entre outros, carimbar todos os muros
com a palavra chave, intumescida
de sentido, quando os homens reverberam
sua carne na noite tão aguda.
a carne do homem pode mais que o homem
se lhe for dádiva do tempo. pelo corpo
pode sangrar um soluço só retido
nas multidões que antecipam o tempo.
se o mundo ensandecido sobrar, louco,
figuras vão lhe trazer piedades.
ora, só facas sabem-lhe a metade
do corpo recurvado de poesia.
cicatrizes lhe vão falar por sobre
a miséria dos tempos. tão agudos
os corpos hão de vir mais do que todos
trazer-nos sua última palavra.
Entry Filed under: Tempo Quando. .
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1.
meg | 19 Julho, 2008 at 2:28 pm
Romério,
Ser o corpo sem ser a carne,
Ser carne e não ser o corpo
Não ser a carne senão do corpo…
Beijos
meg
2.
Saramar | 19 Julho, 2008 at 9:50 pm
Tanta carne, tanta, mais que toda alma…
beijos
3.
Romério Rômulo | 23 Julho, 2008 at 4:55 pm
meg:
um beijo.
romério
saramar:
esta carne sofrida!
um beijo.
romério