Archive for Julho 16th, 2008
ser a carne do corpo, ser o corpo
ser a carne do corpo, ser o corpo
atrium de quantas almas. ser
o resultado do anúncio das marés,
ser o mais manhã desta manhã.
entre outros, carimbar todos os muros
com a palavra chave, intumescida
de sentido, quando os homens reverberam
sua carne na noite tão aguda.
a carne do homem pode mais que o homem
se lhe for dádiva do tempo. pelo corpo
pode sangrar um soluço só retido
nas multidões que antecipam o tempo.
se o mundo ensandecido sobrar, louco,
figuras vão lhe trazer piedades.
ora, só facas sabem-lhe a metade
do corpo recurvado de poesia.
cicatrizes lhe vão falar por sobre
a miséria dos tempos. tão agudos
os corpos hão de vir mais do que todos
trazer-nos sua última palavra.
3 comments 16 Julho, 2008

