Archive for Julho 9th, 2008
ampla de luzes
quisera descrevê-la como candelabro.
amplas luzes de braços, arrebatados,
lâmpadas.
alma em tormenta, seu fogo interno
abre valos.
quando nela rasgo, carrego no corpo,
puro arco. seus olhos, faço luzes,
sobrancelhas do mundo.
dentes em mordedura aberta,
um sacramento da carne.
quando múltipla, me esbravejo em farelo.
1 comment 9 Julho, 2008
quando dizer recai, estremecido, no alvo
desmontar o verbo infiel,
caridade maldita, praga estupefata.
o gesto de palavra pode ser
algo inserido entre tumulto e mão.
3 comments 9 Julho, 2008
