Archive for Julho 3rd, 2008

ferro e ouro sempre se vê por aqui

minas é montanha, em parte. outra é cerrado e planura.
eu sou trânsito.

8 comments 3 Julho, 2008

Patrimônio

Duas riquezas: Minas
e o vocábulo.

Ir de uma a outra, recolhendo
O fubá, o ferro, o substantivo, o som.

Numa, descansar de outra. Palavras
assumem código mineral.
Minérios musicalizam-se em vogais.
Pastor sentir-se: reses encantadas.

Carlos Drummond de Andrade

4 comments 3 Julho, 2008

o olhar que avisa anda aceso

De Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, ouça Desenredo, com Renato Braz

4 comments 3 Julho, 2008

cada novelo de pedra faz sentido

são asas nossa fome e nosso grito?
o nosso desvario é alimento?

2 comments 3 Julho, 2008

estações

há um tempo.
mesmo das infidelidades há um tempo.
o olho do campo regurgita os pastos.

há um tempo.
mesmo da permanência havida há um tempo.
os bruscos lençóis resvalam cores
amplas de medo.

há um tempo.
mesmo de braços contidos há um tempo.
sem mais ver,
bruscos rugidos vão prestar tempestades.

quantas noites os tumultos violam
de manter falências e medos?
quatas gargantas se contêm de dizer?

há um tempo. claro e justo tempo.

(texto da revolução contida)

2 comments 3 Julho, 2008


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