Archive for Julho 1st, 2008
minas, palavra montanhosa
poeta que de minas faz seu canto
vou revelar aquela face rubra
de mais um sol antecipado noite.
trazer crateras de montanha, mar
de minérios que faz hortelã
ter uma sabor tomado por ausência.
um verdejante arco de boi, traste
de, no cerrado, dente mudo, ver
na sua carne os rasgos desta gente.
que animal há de viver somente
no exercício fácil do resgate?
que montanha rasgar, tão inimiga,
se sobra o vácuo puro do mistério?
minas mais que sabor: traição, penúria,
é mais que o fácil boi dolente
remansado de pragas pelos pêlos.
é tão mais, mais que a barba bisavó
de inácios que me soam serem eu.
(segue)
inesgotável minas, uns deuses
lhe ampliaram a face-toda-água.
10 comments 1 Julho, 2008
