Archive for Junho 30th, 2008
(abertura)
uma poesia deserta, texto de pedra e secura.
poesia de ferreiro: metal e martelo.
uma poesia brasa candente. cozer tudo,
ato do verso, dure tanto ou nada.
7 comments 30 Junho, 2008
varas de vida que trago das poeiras
quantos antros e destinos me ataram
pelo avesso da ilha.
mágicas só revertem a metade das noites
que as outras são concretos.
quantos avos e destinos me atormentaram
o rosto e o osso;
curvei-me a todos para estar perfeito.
a todos busquei ver como água e pedra:
com o olho, retalhei-lhes as faces
e o contíguo dos lábios.
pólvoras deixaram meu corpo em frangalhos.
mas atei-lhe os nós e os pedaços
como quem range à utopia.
fiz ver que vales e montanhas são nacos da vida.
no fôlego quente da espécie.
quando surgi de mim, fiquei varrido
e meu estado de coisa correu solto.
4 comments 30 Junho, 2008
