Archive for Junho 29th, 2008
(raso de delírio: o meu cão morto)
rio acima duas canções se fazem.
alargado meu peito desfalece.
que arcos hão de vir, sombriamente,
falar, cerrado puro, do meu lastro?
e se os risonhos da manhã me deceparem?
acaso sou poesia ou sou manhã?
acaso uma nascente é tão nascente
que só se faça romper pela clausura?
vou de saberes, que saberes estes
são uivos que caminho pelas águas
e águas são de um sólido mais brusco
que desfalecem os ranços já chegados.
cauda selvagem, se me sobra toda
a vida por parir mais que selvagem.
6 comments 29 Junho, 2008
quero dizer que manuelzão foi boi – IX
onde o instante da vaca é universo
onde o estado do boi pode caminho
a rua do seu corpo é só poeira
o valo do seu corpo é vau-de-rio
bandeira no horizonte é saia morta
que faz marruco (dizer) estripulia.
manuel carrega em pelo o horizonte
e sempre diz de ser belo vaqueiro.
3 comments 29 Junho, 2008
