Archive for Junho 22nd, 2008
essência
posso ser vento e água numa noite.
poeta é fogo de esgarçar vitral.
4 comments 22 Junho, 2008
quero dizer que manuelzão foi boi – VI
manuelzão bebeu, de sede,
02 águas de 02 rios.
amontado num pavio
virou augusto matraga.
quando bebe este quilate
manuel quase que late
destravado, tudo luz
de beber num arremate.
sua sede desmanchou
03 procela desabada
em viola, trupicou
fez o olho ser nascente.
arrancou melhor com o dente
que à faca. extasiado.
noite. sombra pelo rio
de manuel, largo e profundo
manuel, maior que o mundo,
bem menor que manuel
manuelzão desassombrado
pensando saber da vida
lambia cada cerrado
sombrava, pura alquimia.
na alma, cada bezerro.
no corpo, cavalo cada.
2 comments 22 Junho, 2008
argumento para patrícia
se alguém morder a imagem do meu corpo,
a pele, a carne, o osso e outras mazelas
irá dizer o quanto sou medonho.
o espaço de alavanca do meu olho,
o trilho sincopado de minha trégua
vicejam aos acordados nas manhãs.
se instante fosse luz, quase somente
estado se faria, e eu, entrevado
de voz, escaparia pelas frestas.
o mundo é mundo. eu, bravata
de estalos que sofrem madrugada
6 comments 22 Junho, 2008
