Archive for 11 junho, 2008

a véspera

Amanhã, no Dia dos Namorados, confiram dois poemas inéditos de RR, sobre o amor. O poeta prepara um novo livro sobre e do amor.

me sugeriram escrever um livro só com poemas de e sobre o amor.

amor é um tema brabo. e tem o camões e o shakespeare e o neruda e o vinícius e outros tantos, grandes, grandíssimos, que abordaram o tema-sentimento de forma fervorosa.

daí, como gosto de desafios, topei.

11 junho, 2008 at 12:03 pm 5 comentários

navegante

Por Renata Nassif

Mais novo integrante da blogosfera, Romério Rômulo fez sua estréia no dia 04 deste mês. Adepto fidelíssimo do bloquinho e do lápis, o poeta enfrenta a nova empreitada tecnológica com dedicação e bom humor. “Estou como o miguilim quando pôs os óculos: enxergando todas as maravilhas. Este troço é uma festa“, comemora.

Desde o lançamento, teve 733 visitas únicas, 24 postagens e 56 comentários. Com seu humor característico, RR fala com entusiamo sobre as novas possibilidades que o mundo web oferece: “nem o camões, com ventos d’além mar, segura. acho que vou arrumar um tapa-olho“.

11 junho, 2008 at 11:56 am 5 comentários

matéria bruta

dizer te amo,
bruta matéria,
se a resposta tem dentes de desgaste.

se as vísceras do mar te alimentassem
sobrava-te a imensidão e pura dor
carregarias no colo, aedo adjacente
dos tonéis do riso. é puro o espaço
do teu corpo, somado e mal somado.

quando virás trazer a gota do teu olho?
que multidões te encalham o riso
e a luva? vestes o quê no ventre?

11 junho, 2008 at 2:00 am 2 comentários

A palavra rude de Romério Rômulo

Por Régis Gonçalves

O título do livro mais recente de Romério Rômulo traduz com exatidão a natureza de sua poesia: Matéria bruta. Romério não é um poeta dado a refinamentos. A paisagem que se descortina a partir de seus versos é feita da aridez do sertão, seu chão de pedras e vegetação enfezada. Sobre ela, uma humanidade rude, amargando a dureza da vida, entre choro e ranger de dentes.

Se for possível estabelecer conexão entre a biografia e a obra, o percurso a que nos conduz a poesia de Romério Rômulo passa pela expressão barroca do imaginário sertanejo. Nascido no sertão do São Francisco, o poeta fixou-se em Ouro Preto ainda estudante e lá reside até hoje. Não é de estranhar que seja capaz de empreender com êxito uma síntese entre as muitas Minas que existem dentro e fora dele. (more…)

11 junho, 2008 at 12:00 am 2 comentários


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